Feliz dia, para todos!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Dia do Blog
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As Queridonas
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9:42 PM
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domingo, 29 de agosto de 2010
Cegueira
Sei que a maioria dos leitores lê porque quer uma alternativa para a realidade. Quer ler sobre o amor, o sucesso, a beleza, a alegria, a felicidade. Mas hoje o assunto vai ser justamente o monstro do qual todos fugimos: a realidade.
Não sei quanto a realidade de vocês, mas nem só de coisas boas é feita a minha. Hoje mesmo é impossível eu escrever sobre as coisas positivas que todos querem ler. Posso no máximo escrever sobre a fragilidade dessas coisas. Nem todos os dias são bons, Aliás, a maioria deles não é. A maior parte do tempo nos sentimos piores do que melhores, feios, deprimidos, insatisfeitos.
Não pensamos muito nisso porque senão enlouqueceríamos, mas a verdade é que a vida é de fato bem feia. Tantas vezes caimos no chão, nos machucamos, caimos de novo e levamos outra rasteira. Tantas vezes nos perdemos, não sabemos para onde vamos e muito menos se chegaremos a algum lugar. Tantas vezes criamos esperanças e expectativas que jamais se concretizarão. Tantas vezes somos injustamente julgados, massacrados, criticados.
Ainda bem que muito disso a gente esquece. Ou não vê. Ou escolhe não ver. Eis a cegueira da sobrevivência. Se enxergássemos a realidade como ela de fato é, abriríamos mão da nossa existência, disistiríamos de tudo e viveríamos isolados. Cada um em seu próprio mundo. Se não fôssemos cegos, não enxergaríamos beleza em nada, não conheceríamos a felicidade, não daríamos valor para coisas boas porque elas seriam minúsculas diante das ruins.
Se o tom pessimista do texto não te agrada, é sinal que você, assim como eu, está temporariamente de olhos abertos. Sabe que o que eu estou falando é real, verdadeiro e extremamente honesto. Está enxergando a mesma feiúra que eu. E sim, incomoda. Incomoda muito ver que nem todos os dias o mundo veste a roupa da beleza. Tem dia que ele acorda completamente nu, desprovido de qualquer véu, de qualquer pedaço de roupa que tampe sua feiúra. Ele simplesmente é.
E quando, coincidentemente, deixamos nossa cegueira de lado e escolhemos abrir os olhos, percebemos que a felicidade é muito mais um exercício do que um estado, que a beleza é muito mais uma ilusão do que que uma realidade, que o sucesso é muito mais um estado de espírito do que um ponto de chegada. Somos impotentes diante disso tudo e podemos, no máximo, escolher quando abrir e quando fechar os olhos.
Hoje, essa semana aliás, escolhi manter meus olhos bem abertos. Vi coisas boas, mas nem me lembro mais delas. Não tiveram a menor importância perto das feias. Por isso, amanhã decido que quero sobreviver. Quero uma vida mais amena, mais agradável. Por mais irreal que seja, quero acreditar que haverá beleza nos próximos dias. Então, amanhã espero conseguir acordar de olhos completamente fechados. Cega.Cega para feiúra, mas apta a sobreviver.
Lara - curtindo o resto do reality check
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7:47 PM
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escrever é preciso!
Escrevo porque gosto. Escrevo porque não dou conta de me expressar espontaneamente e ser politicamente correta ao mesmo tempo. Escrevo porque o mundo está com um déficit de bons escritores e leitores. Escrevo porque me ajuda e quem sabe talvez, te ajuda. Escrevo porque eu sou incapaz de falar o que sinto sem chorar no auge da minha raiva e frustração. Escrevo muitas vezes para você, que nunca lê, mas escrevo muito mais para você, que de fato lê. Escrevo também porque acho bonito, porque não quero fazer feio. Escrevo porque me sinto poeta ao tentar desvendar os meus sentimentos - esses sentimentos que tantas vezes se liquidificam e viram um estado gasoso entre amor e ódio. Escrevo pra ficar registrado. Escrevo porque ao te ver meus neurônios hibernam, tiram férias e vão para fortaleza e me deixam sozinha com as mais articuladas palavras de uma criança. Nem sempre escrevo, muitas vezes só penso. Escrevo porque me tranqüiliza e me dá uma chance de organizar o trânsito de idéias e palavras que me vem a mente a toda hora de todo dia. Escrevo porque já me acostumei, porque é o que eu faço, mas antes de tudo, escrevo pra mim.
Steph - voltando com tudo!
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Saudade
Que saudade que eu sinto da minha infância!
Dos meus brinquedos, das minhas bonecas
Dos desenhos animados, de TV Colosso, Carrossel, Caça-Talentos
De Sessão da Tarde
Da fazer bolinha de papel crepom, colagem e pintura a dedo
De comer sem pensar em engordar
De não me preocupar com dinheiro
De não ter responsabilidade de gente grande
Que saudade que sinto da minha adolecência!
Dos namoricos
Das festas
Das ligações eternas
De ICQ, MSN e chat do UOL
De sentir raiva do mundo
De estudar matéria chata
De ser idiota
De me achar onipotente
Que saudade que sinto da universidade!
Dos amigos
Das aulas
Da falta de aula
Das graves
Dos professores
Dos picaretas
Do fedor da biblioteca
Da universalidade
Mas essas não são as maiores saudades que sinto
Grande mesmo é a saudade que eu sinto de sonhar
De acreditar que eu poderia mudar o mundo
De pensar que em algum lugar eu iria brilhar
De imaginar que gosto teria o sucesso profissional
De sentir que eu não era mediocre
Maior ainda é a saudade que sinto das pessoas que eu poderia ter me tornado
Bem sucedida aos 22
Dra aos 25
Profissional invejável, renomada
Refugiada em algum outro país onde coubesse meu potencial
Escritora publicada ainda jovem
Saudade dos dias em que eu acreditava que tudo isso era possível
Em que eu era incansável, inocente, sonhadora
Saudade de quando eu vivia de me projetar
Sem jamais imaginar os caminhos tortos que meu destino tomaria
Saudade de passar mais tempo sonhando do que consertando
De pensar mais em sucesso do que em fracasso
De enxergar mais beleza e menos defeitos e remendos
Que saudade que sinto da minha vida toda!
Que saudade que sinto de hoje!
Das coisas boas e ruins que vivi
Do que não viverei mais
Que saudade que sinto de amanhã!
Do que está guardado para mim
Do que ainda não vi, não experimentei, não sonhei
Tudo é muito breve, efêmero
Impossível viver por completo quando os segundos passam tão rapidamente
Impossível não olhar para traz e sentir saudade das coisas que não se repetirão, do que já foi
Impossível não lembrar com doçura do que me trouxe até aqui e do que me levará adiante sem que eu me dê conta disso
Impossível não sentir saudade do que eu fui e do que eu poderia ter sido, das possibilidades que não vivi, do que eu poderia ter feito e não fiz
Impossível não sentir saudade!
Simples assim
Saudade
Em sua mais arrebatadora e dolorosa forma
Saudade
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10:32 PM
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domingo, 22 de agosto de 2010
A quem possa interessar
Você não está sozinho.
Você não é o único a se perder nos seus próprios planos, na sua própria história
Você não é o único que não enxerga beleza em si próprio, que não se dá valor, que não sabe o que é auto-estima
Você não é o único que acha que nada até chegar perto da praia, mas vem uma onda e leva de volta pra alto mar
Você não é o único que perdeu o rumo, o encanto, as forças, a vontade
Você não está sozinho.
Não é privilégio só seu acordar sem vontade de sair da cama
Não é privilégio só seu sentir vontade de sumir do mundo, de fugir para bem longe
Não é privilégio só seu não enxergar a falsidade que te cerca, a inveja que despejam em você
Não é privilégio só seu se sentir o cocô do cavalo do bandido
Você não está sozinho.
Se abrir bem os olhos, vai ver que sua canoa furada está lotada
Se abrir bem os olhos, vai ver que até seu amigo mais bem sucedido tem seus dias ruins
Se abrir bem os olhos, vai ver que desilusão, desespero, solidão, dor, tudo isso todo mundo sente
E se você abrir mais ainda esses olhos, vai ver que até nesses momentos mais dolorosos, mais tristes, existirão motivos para levantar a cabeça e sorrir
Uma mão amiga te levantará e enxugará suas lágrimas
Braços ainda mais amigos te abraçarão e te darão coragem
Quando você achar que a areia movediça do fundo do seu poço te engulirá de vez, não se preocupe.
Alguém terá coragem de pular atrás de você para te resgatar
E esse mesmo alguém te mostrará que você não está sozinho
Porque você tem amigos e familiares que te amam e sentem um orgulho enorme de você
Não chore mais! Não se desespere!
Tudo tem seu tempo e, na hora certa, todas as peças do quebra-cabeça se encaixam
Agora nada faz sentido, mas amanhã vai ser diferente
Amanhã você vai perceber que não está tão sozinho assim
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As Queridonas
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11:09 PM
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sábado, 21 de agosto de 2010
eles também!
"gosto muito de você! mas muito mesmo! quero te ver!"
Essa foi a mensagem que ela me mandou. Por quê ela me mandou isso? Ela gosta de mim? Ué, mas eu também gosto dela! Não é uma coisa meio óbvia? Ela me deu aulas de inglês e eu retribui com aulas de violão. É lógico que ela gosta de mim, eu sou bem legal. Sou? É, sou sim!
Bom, eu sou enrolado, mas no fim acabo mantendo minhas promessas. Ok que da última vez eu nem liguei para ela, mas ela falou que eu não precisaria se estivesse cansado. Mas eu nem estava muito cansado, verdade seja dita. Por que eu não liguei? Eu acordei tarde e pensei em ligar, mas fiquei com vergonha. Vergonha? Vinte cinco anos na cara e ainda com vergonha de mandar uma mensagem?
Não queria a atrapalhar, vai que ela estava ocupada. Ela sempre tem esse ar de estar sempre muito atarefada - talvez ela realmente esteja! Mas ela sempre faz tempo pra me ver. Sério, como ela consegue? A culpa foi dela também, não é mesmo? Ela podia me ligar também se quisesse me ver, podia ter me ligado para ver se eu tinha voltado mais cedo da viagem. Mas ela sempre me liga. É, ela sempre me liga. Será que ela se cansou? Eu também nem ajudo muito e nem sei por que!
Eu gosto dela também e também quero a ver - na verdade, queria a ver bem mais. Será que ela quer mesmo aprender a tocar o violão? Será que ela se sente obrigada? Por que ela não me convidou de novo para o nosso almoço? Da última vez ela que furou - mas ela me chamou para almoçar em outro lugar depois de desmarcar o almoço na casa dela. Por que eu recusei? Vergonha, de novo?! Não, me recuso a aceitar isso!
Ela deve me achar bem retardado, mas não sou! Ela acha que eu não sei que ela estaciona na minha quadra de propósito, mas no fundo, acho uma graça. Eu sei que ela entra e sai do msn mil vezes para chamar minha atenção - minha vontade é de falar com ela assim que eu entro, mas a deixo sofrer um pouco, posso até imaginar dos nomes que ela deve me xingar para as amigas.
Sim, eu gosto muito dela também. Por que eu nunca fiz nada antes? Acho que passou da hora, pois nem eu me lembro mais quantos anos temos nessa nossa amizade/relacionamento. É, decidi, vou retribuir a mensagem - retribuir da maneira que ela sempre quis!
"ops! mandei a mensagem para a pessoa errada! foi mal! "
É, talvez eu retribua outro dia.
E então ela nunca soube, e ele nunca mais falou...
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1:04 PM
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domingo, 15 de agosto de 2010
Estranhezas
Estranho como tudo muda
A gente muda
As pessoas mudam
As coisas mudam
O mundo muda
Estranho como tudo acaba
Fim de semana acaba
Festa acaba
Filme acaba
Livro acaba
O bom acaba
E o ruim também (ainda bem!)
Estranho como "ir" parece ser o verbo mais conjugado da nossa vida
Vou trabalhar
Vou malhar
Vou correr
Vou comer
Vou morrer
Vou viver
Estranho como "prometo" é a palavra mais vazia que existe
Prometo que vou mudar
Prometo que vou fazer
Prometo que vou acontecer
Prometo que não vou prometer mais
Estranho como a gente vive no futuro
Quando eu estiver no Ensino Médio
Quando eu estiver na faculdade
Quando eu formar
Quando eu trabalhar
Quando eu casar
Quando eu tiver filhos
Estranho como a gente muda de ideia
Amo você, odeio você
Quero muito isso, não quero mais
Adoro fazer isso, não faço mais
Eu preciso muito disso, mas para quê?
Estranho como tudo muda e continua igual
Estranho como tudo acaba, mas sempre tem um jeito de continuar
Estranho como a gente sempre vai e sempre volta também
Estranho como a promessa é vazia, mas a crença e a esperança nela não
Estranho como vivemos no futuro sem abandonar o passado e o presente
Estranho como as ideias mudam e nos reinventam, mas a maioria continua igual
Estranho como tudo é estranho... sem deixar um minuto sequer de ser ordinário
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As Queridonas
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10:55 PM
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